sexta-feira, 31 de maio de 2013

Solidão

Estou só e sem ninguém.

Pela janela de minha prisão

Vejo o tempo passar.

Não canso de esperar

Um rosto conhecido,

Um olhar querido...

No entanto, sorrindo deixo

Que lágrimas se escondam

Dentro de minha alma.

Um soluço emudece minha garganta

Numa falsa calma

Sussurrando em meus ouvidos

A balada noturna dos desejos,

Numa canção de sonhos confusos.

A ilusão se desfez em pó...

A minha grande dor,

Entre tantos medos

É viver pra sempre tão só...



1986

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