terça-feira, 18 de junho de 2013

Imperativo



Esqueça, por favor, do meu amor!
Esqueça de mim, sem temor!
Trate-me como um desertor!
Por favor, deixe a chave
Dentro do vaso pintado,
E o quebra luz da sala ligado,
Saia de fininho, obrigado!
Não espie pela porta do banheiro,
Nem tente tocar em meus cabelos molhados,
Nem disfarçando, assim meio de lado...
Apenas bata a porta e vá, obrigado!
Sempre se é mais feliz sozinho
Do que em um mundo inventado!
Tuas palavras fúteis e frias
Nunca valeram nada
E, muito menos, tua falta de coragem!
Vá logo embora,
Se não quiseres ouvir mais nada...
Volta para tuas mentiras,
Eu ficarei quieta e calada...
Sobre tua alma vazia
Já não posso fazer mais nada!
Só faça o favor de deixar
A grana da obra inacabada
E não te pedirei mais nada.
Aproveita e apaga
Esta bagana do meu cigarro
Com teu sapato surrado,
Por que depois da tua última palavra
Já não sentirei mais nada
Vai e não diz mais nem um “ai...”
Saia da minha casa!

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