Esqueça, por favor, do
meu amor!
Esqueça de mim, sem
temor!
Trate-me como um
desertor!
Por favor, deixe a
chave
Dentro do vaso pintado,
E o quebra luz da sala
ligado,
Saia de fininho,
obrigado!
Não espie pela porta do
banheiro,
Nem tente tocar em meus
cabelos molhados,
Nem disfarçando, assim meio
de lado...
Apenas bata a porta e
vá, obrigado!
Sempre se é mais feliz
sozinho
Do que em um mundo
inventado!
Tuas palavras fúteis e frias
Nunca valeram nada
E, muito menos, tua falta
de coragem!
Vá logo embora,
Se não quiseres ouvir
mais nada...
Volta para tuas
mentiras,
Eu ficarei quieta e
calada...
Sobre tua alma vazia
Já não posso fazer mais
nada!
Só faça o favor de
deixar
A grana da obra
inacabada
E não te pedirei mais
nada.
Aproveita e apaga
Esta bagana do meu
cigarro
Com teu sapato surrado,
Por que depois da tua
última palavra
Já não sentirei mais
nada
Vai e não diz mais nem um
“ai...”
Saia da minha casa!
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