sexta-feira, 31 de maio de 2013

Poema de abril

Agora que é abril
E o mar se ausentou,
Secou meu encanto,
E teu amor acabou...

Agora que é abril,
Segui a trilha
Do meu espanto
Por permitir este amor...

De tua fonte pensava
Jorrar esperança e acalanto.
Percebi tarde demais
Não era água, nem nada,
Era só pranto...

Agora que estou febril,
E de uma vez por todas
De ondas morro em mim... 
Morre minha carne
E em gestos cálidos feneço
Cantando como mórbida sereia
Entre as dores de abril...

2010

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