sábado, 18 de maio de 2013

Ou me mata, ou me deixa viver

Ando meio cabisbaixa,
Mas sem medo de elevar o olhar.
Simplesmente sigo em frente,
Esperando o tempo passar.

Quem me vê de longe,
Não consegue ver meus dentes,
Pois aguardo, profundamente
Por algo que venha me alegrar...

Dizem por aí que ando meio ausente
E que vivo só pelo presente.
Ninguém vê o quanto dói
Esta dor tão transparente...

Hoje sou o que sobrou
De uma vida inconsequente
Que nem me mata,
Nem me deixa viver...

2001

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