sexta-feira, 31 de maio de 2013

Minhas botas

Calço sempre um par de botas
E tenho uma alma desnuda
Trago certezas na fala
E verdades bem cruas

Tenho uma língua afiada
E palavrões que torturam,
Quem não me conhece pensa
Que tenho uma cabeça vazia...

Saio de casa apressada
Com minha bolsa
Sempre entreaberta.
Vivo no mundo da Lua,
Sonhando a cada dia
Em ser bem mais madura!

Assim, vou levando a vida...
Calçando botas coloridas!
Sei que muitos acham
Que sou uma “boca aberta”,
Mas, das minhas botas,
Limpo sempre minhas merdas...

2013

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