quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ANO NOVO

Não gosto de calendários do tipo que ficam pendurados na parede em um preguinho e que acabam caindo toda vez que sopra uma brisa leve... Além do mais, acho brega! Confesso, porém, que tenho uma quedinha por aqueles de ímã que a gente gruda na geladeira... Devem ser mais caros do que as tais folhinhas chatas que todas as ferragens tentam me empurrar ao final de cada ano, pois dificilmente consigo deste tipo. No ano de 2013 tive um. Prático, pois sempre que desejamos conferir uma data, lá está ele a disposição. Sem falar no prazer que dá tirar, ao final de cada mês, suas folhinhas. Dá a impressão de que conquistei mais uma batalha e uma nova inicia. Porém, A última folhinha é sempre mais difícil. O mês de dezembro... exito por alguns momentos em tirá-la dali, mas não há o que fazer... Sempre penso na falta que me fará, principalmente pela dificuldade de substituí-la. Então, fica ali uma lacuna entre os demais ímãs de gás, tele entregas e água... Uma lacuna que poucos entenderão. Não é só pela falta que me fará, mas pela simbologia que ela carrega... lacunas que não foram preenchidas no ano que se foi, dúvidas se serão preenchidas neste ano... datas que se entrelaçaram entre um ano e outro e compromissos que não poderão ser esquecidos. O pior de tudo é olhar para o local e ver aquela lacuna, vazia, sozinha e fria... Quando serão preenchidas? Serão? Aos poucos esquecerei daquele pequeno pedaço de papel e da falta que ele me fará. Lembrarei de tudo que ainda não foi resolvido? Talvez algumas lacunas jamais possam ser preenchidas... Aquele pequeno vão, vai ficando ali, dia após dia, na esperança de preenche-lo. Fica aberto em minha vida todo meu tempo e meu mundo desejando que 2014 não deixe lacuna nenhuma!